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Clima e exportações em patamar elevado elevam farelo de soja a R$ 1.875,45

10 de set.
3 min de leitura

Atualizado: 15 de set.

AniVertis Intelligence • Briefing de mercado • 09/09/2026

Resumo executivo

O mercado de soja enfrenta riscos regionais decorrentes do El Niño na safra 2026/2027, embora o Centro-Oeste possa compensar eventuais perdas no Sul ⑧. Esse cenário de atenção produtiva coincide com a alta de 12,32% no farelo de soja em Mato Grosso, cotado a R$ 1.875,45/ton , e com o máxima observada de exportações do grão para meses de agosto ⑤. No mercado de subprodutos animais, a farinha de carne 43% opera com spread negativo de R$ 225/ton em relação ao farelo vegetal .

O mercado brasileiro de soja inicia setembro sob a influência de fatores climáticos e de demanda externa que redefinem o balanço de forças do complexo proteico. Os riscos regionais trazidos pelo El Niño adicionam incertezas para o ciclo 2026/2027, com ameaças concentradas na Região Sul, embora a expectativa seja de que o Centro-Oeste compense eventuais quebras de produtividade ⑧. Esse ambiente produtivo desafiador ganha contornos de firmeza com o farelo de soja em Mato Grosso registrando alta de 12,32% no acumulado do mês, negociado a R$ 1.875,45/ton , impulsionado pelo desempenho positivo do complexo global de grãos ① e pelo máxima observada de exportações brasileiras de soja em grão para um mês de agosto ⑤.

Clima e demanda externa no complexo vegetal

A consolidação do El Niño acende o alerta para a distribuição de chuvas no Sul do país, mas o avanço tecnológico e a expansão de área no Centro-Oeste atuam como mitigadores de risco para o volume consolidado da safra nacional ③⑥⑧. Pelo lado da demanda global, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta que as importações de soja pela China podem atingir 108 milhões de toneladas no ciclo 2026/2027 ④, reforçando o papel do Brasil como principal parceiro comercial de grãos do país asiático ⑦. No mercado físico interno, o retorno do feriado registrou liquidez moderada e ofertas escassas ②, mantendo o suporte para as cotações do farelo de soja .

O reflexo nos subprodutos de origem animal

A forte valorização do farelo de soja, que atingiu R$ 1.875,45/ton , mexe diretamente com a competitividade relativa das farinhas de origem animal. A farinha de carne 43% (bovina) está cotada a R$ 1.650/ton , operando com um spread bruto de R$ 225/ton abaixo do farelo vegetal . Nas demais cadeias de subprodutos, a farinha de vísceras (aves) recuou 3,39% no mês, cotada a R$ 2.850/ton , registrando spread bruto de R$ 975/ton acima do farelo de soja . Já a farinha de pena (aves) avançou 13,95% no período, atingindo R$ 2.450/ton , o que a posiciona com spread bruto de R$ 575/ton sobre a referência vegetal .

A leitura por elo da cadeia

Para os fabricantes de ração e formuladores, o spread negativo da farinha de carne 43% em relação ao farelo de soja altera a relação de custo dos ingredientes proteicos no balcão, embora qualquer movimento de substituição dependa estritamente das restrições de cada matriz nutricional.

Metodologia e rastreabilidade

Esta análise combina dados de mercado, métricas calculadas, nowcasting e projeções do AniVertis MarketBI. Os indicadores numéricos e fatos noticiosos usam as evidências identificadas no texto e reunidas abaixo.

Fontes e referências

Os números sobrescritos no texto abrem diretamente a evidência correspondente.

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