Suínos: vivo sobe 35,09% em um mês em São Paulo
BRIEFING DO DIA • AniVertis Intelligence • 23/10/2026
Adauto Pereira Gomes Neto
Wesley Izidoro
Resumo executivo
A alta vem de oferta mais curta de animais terminados, segundo as fontes, e não de um aumento medido do abate ②. A cotação de referência do suíno vivo paulista subiu 35,09% no período .
Preços do dia
Farelo de soja · Mato Grosso · Imea 1.921,64 R$/t · ▼ 2,2% WoW · 22/10 | Óleo de soja degomado · Abisa 6.800,00 R$/t · ▼ 1,5% WoW · 20/10 |
DDG · Índice AniVertis · FOB usina (estimativa semanal) 1.445,00 R$/t · ▲ 1,5% WoW · 19/10 | Farinha de vísceras · Editora Stilo 3.550,00 R$/t · 0,0% WoW · 19/10 |
Sebo · Scot · Brasil Central 6.000,00 R$/t · ▲ 1,7% WoW · 16/10 | Suíno vivo · São Paulo · Cepea 6,93 R$/kg · 0,0% DoD · 21/10 |
Tilápia · Oeste do Paraná · Cepea 8,72 R$/kg · 0,0% WoW · 16/10 |
Variação sobre a cotação anterior (DoD diária, WoW semanal). Fontes: Imea, Abisa, Índice AniVertis (Secex, Conab, BCB), Editora Stilo, Scot Consultoria, Cepea.
O que o número de outubro diz e o que não diz
A alta de 35,09% do suíno vivo paulista em um mês é o principal movimento desta edição . O dossiê não traz número de abate suíno, de alojamento de matrizes ou de peso médio que meça o tamanho do aperto de oferta; a leitura fica no que as fontes declaram: oferta de animal em peso de abate mais controlada ②.
A leitura por elo da cadeia
Frigorífico
a valorização da carne suína foi mais intensa que a das carnes concorrentes ①, o que encarece a matéria-prima da indústria; os dados desta edição não permitem calcular a margem.
Produtor
o indicador de referência do suíno vivo em SP está 35,09% acima do de um mês antes ; a cotação não mede necessariamente o valor recebido em cada transação.
Consumidor
a carne suína perdeu competitividade frente à bovina e ao frango na Grande São Paulo ②; nenhuma fonte do dossiê projeta preço ao varejo.
O elo com as farinhas animais
O mecanismo pela cadeia de suínos é o volume de abate: mais animais abatidos geram mais matéria-prima para farinha e gordura de origem suína. O dossiê não traz número de abate suíno nem volume de produção de farinha suína, então não é possível afirmar se a oferta desses coprodutos mudou em outubro. No mercado de farinhas, a de carne com 43% de proteína bruta está a R$ 2.250 por tonelada, alta de 21,62% no mês , a de vísceras a R$ 3.550 por tonelada, alta de 16,39% , e a de pena a R$ 2.500 por tonelada, alta de 2,04% . Essas cotações são referências de outros segmentos do mercado de farinhas: a farinha de carne e ossos 43% acompanhada nesta edição é de referência bovina, e a farinha de vísceras e a de penas pertencem à cadeia avícola. Seus preços não medem a oferta de coprodutos suínos.
Milho, DDG e etanol
Painel de custo de ração. O milho em Campinas recuou 7,14% no mês, a R$ 64,34 por saca , e o CBOT dezembro está a 458,5 US¢/bu, queda de 13,65% no mês . O DDG Brasil FOB usina ficou em R$ 1.445 por tonelada, alta de 1,62% , e o etanol hidratado Cepea SP subiu 9,93%, a R$ 2,64 por litro .
Soja e farelo
A soja em Paranaguá recuou 5,24% no mês, a R$ 153,40 por saca , enquanto o farelo de soja em Mato Grosso subiu 2,78%, a R$ 1.964,98 por tonelada . O óleo de soja degomado caiu 1,45%, a R$ 6.800 por tonelada , e o óleo de soja refinado recuou 2,60%, a R$ 7.500 por tonelada .
Custo da ração suína
O milho recuou em Campinas, enquanto o farelo de soja ficou mais caro em Mato Grosso. Como ambos são ingredientes importantes da ração suína, os movimentos exercem pressões distintas sobre o custo alimentar; o efeito líquido depende das proporções da fórmula, das condições comerciais e da região, e esta edição não permite calculá-lo.
Metodologia e rastreabilidade
Esta análise combina dados de mercado, métricas calculadas, nowcasting e projeções do AniVertis MarketBI. Os indicadores numéricos e fatos noticiosos usam as evidências identificadas no texto e reunidas abaixo.
Fontes e referências
Os números sobrescritos no texto abrem diretamente a evidência correspondente.
1. ACCS - Notícias — Alta da carcaça suína reduz competitividade frente às carnes concorrentes
2. Feed Food — Valorização da carcaça suína reduz competitividade frente à carne bovina e ao frango em SP
3. Agrimidia — Preço do suíno reage de forma consistente
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