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Sustentabilidade em Pet Food: Repensando a Matriz Energética com Dados de ACV sobre Gorduras Animais vs. Vegetais

Sustentabilidade em PET FOOD
Imagem: Sustentabilidade em Pet Food

Existe uma "verdade silenciosa" que poucos no mercado discutem abertamente quando o assunto é Sustentabilidade em Pet Food.


Enquanto o marketing corre para estampar selos plant-based nas embalagens, os departamentos de engenharia e sustentabilidade enfrentam um paradoxo matemático. A crença popular diz que trocar ingredientes de origem animal por vegetais salva o planeta.


Mas e se os dados mostrassem que essa troca pode estar aumentando a pegada de carbono da sua fórmula em até 600%?


Na Anivertis, não trabalhamos com "achismos". Trabalhamos com Análise de Ciclo de Vida (ACV). E os estudos mais recentes de 2024 e 2025 trazem um alerta urgente para a indústria.


Neste artigo, você vai descobrir:

O Mecanismo Oculto: O Que é LUC e Por Que Ele Importa para a Sustentabilidade em PET FOOD

Para entender por que o óleo vegetal muitas vezes perde a batalha da Sustentabilidade em Pet Food contra o sebo bovino ou o óleo de aves, precisamos olhar para a origem.


Segundo as normas ISO 14040 que regem a ACV, não basta olhar para a fumaça da chaminé da fábrica. É preciso olhar para o campo. É aqui que entra o LUC (Land Use Change), ou Mudança de Uso da Terra.


O óleo de soja e o óleo de palma são produtos primários. Para existirem, eles exigem:


  • Terra dedicada (muitas vezes competindo com florestas).

  • Fertilizantes nitrogenados (altos emissores de GEE).

  • Maquinário agrícola pesado.


Já os coprodutos de origem animal (sebo, farinhas, óleos) têm uma origem diferente. O animal não foi criado para produzir gordura; ele existe pela proteína da carne. Na alocação econômica de impactos, esses ingredientes carregam uma "mochila de carbono" mínima.


Como apontam Zhao et al. (2025), fertilizantes e o fator LUC são responsáveis por 40% a 60% de toda a pegada de carbono dos óleos vegetais comestíveis.


A Batalha dos Dados: O Que o GFLI Revela

Quando consultamos as bases de dados do Global Feed LCA Institute (GFLI), a diferença deixa de ser teórica e se torna financeira e ambiental.

Observe o comparativo de Potencial de Aquecimento Global (GWP) para matérias-primas comuns em rações:


  • 🔴 Óleos Vegetais (Soja/Palma): Emissões entre 2,5 e 6,0 kg CO₂e por kg de produto.

  • 🟢 Sebo Bovino e Óleo de Aves: Emissões entre 0,4 e 1,5 kg CO₂e por kg de produto.


A Interpretação Técnica: Isso não é apenas um número. É a prova de que, ao "vegetalizar" uma fórmula sem critério, você pode estar importando emissões para dentro do seu relatório ESG, enquanto paga mais caro por uma commodity que compete com a alimentação humana.


A Realidade Brasileira: Evidências de 2024 (Costa et al.)

Muitos gestores argumentam: "Ah, mas esses dados são da Europa".

Não mais. Um estudo crucial conduzido por Costa et al. (2024) analisou a produção de rações extrusadas para cães especificamente no cenário brasileiro.

Os pesquisadores modelaram dietas reais e chegaram a uma conclusão categórica:

"As formulações que priorizaram subprodutos de origem animal (farinhas e óleos) resultaram em uma pegada de carbono total de 1,37 kg CO₂e/kg de ração, significativamente inferior às dietas baseadas em ingredientes vegetais." (COSTA et al., 2024).

No Brasil, onde a eficiência da reciclagem animal é alta, utilizar ingredientes para pet food de origem animal (Rendering) é a estratégia de descarbonização mais rápida disponível para o nutricionista hoje.


Anivertis e a Economia Circular Real

Para Meeker (2022), o setor de reciclagem animal deve ser encarado como um serviço de biorremediação.


Pense no seguinte ciclo:


  1. A indústria da carne gera resíduos inevitáveis.

  2. Se não tratados, esses resíduos iriam para aterros, gerando metano (um gás 25x mais potente que o CO₂).

  3. A indústria de rendering captura esse carbono e o transforma em energia e proteína de alta digestibilidade.


Ao utilizar o sebo bovino ou óleo de vísceras comercialziados pela Anivertis, sua empresa não está comprando apenas palatabilidade. Você está ativamente evitando a necessidade de abrir novas áreas de plantio para óleo de soja.


Isso é Sustentabilidade em Pet Food na prática, não no PowerPoint.


Conclusão: Qual Escolha Sua Marca Vai Fazer?

A ciência é clara. A ACV prova que os ingredientes de origem animal são, na maioria dos cenários, a escolha superior para a sustentabilidade climática.

Mas a pressão do marketing continua. O desafio agora está na sua mesa: continuar seguindo a manada do "plant-based" sem olhar os números, ou liderar o mercado com produtos que são, comprovadamente, mais amigos do planeta?


Pergunta para você: Você já calculou o impacto do LUC (Mudança de Uso da Terra) nas suas formulações atuais?


Deixe um comentário abaixo ou entre em contato com a equipe técnica da Anivertis. Podemos ajudar você a modelar essa substituição.



📚 Referências Bibliográficas:


ALEXANDER, P. et al. The global environmental paw print of pet food. Global Environmental Change, v. 65, p. 102153, 2020. DOI: 10.1016/j.gloenvcha.2020.102153.


COSTA, J. L. G. et al. Life cycle assessment of the production of an extruded dog food in Brazil. Journal of Cleaner Production, v. 438, p. 142505, 2024. DOI: 10.1016/j.jclepro.2024.142505.


MEEKER, D. C. Rendering effects on pet food ingredients. Journal of Animal Science, v. 100, supl. 2, p. skac247.119, 2022. DOI: 10.1093/jas/skac247.119.


ZHAO, S. et al. Comprehensive review of life cycle carbon footprint in edible vegetable oils: current status, impact factors, and mitigation strategies. Waste, v. 3, n. 3, p. 26, 2025. DOI: 10.3390/waste3030026.

 
 
 

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