Milho sobe 4% no mês e CBOT salta 13,2% em agosto
Atualizado: 15 de set.
AniVertis Intelligence • Briefing de mercado • 31/08/2026
Resumo executivo
A safra 2025/26 de milho deve atingir 142,9 milhões de toneladas ②, mas a firmeza dos portos e o déficit logístico em Santa Catarina mantêm os preços firmes no Brasil, enquanto Chicago opera em máxima de três anos. A pressão sobre o custo de ração afeta diretamente suínos e aves, cujos preços no atacado ainda não refletem o novo patamar de insumos.
O milho lidera a pauta do dia com uma combinação explosiva: oferta global apertada, Chicago em máxima de três anos e logística brasileira tensionada.
A quarta-feira (26) terminou com os futuros de milho em Chicago registrando as maiores cotações em três anos, acumulando mais de 2% de alta em um único pregão ① ⑤. No Brasil, o cereal negociado em Campinas subiu 4,03% no mês, atingindo R$ 67,9/sc , enquanto o dólar comercial recuou 2,08% no período , reduzindo parcialmente a pressão de custos. A disparada em Chicago, puxada pela crise no Mar Negro e pela recuperação dos grãos, reforça a tendência de alta global, com reflexos diretos no mercado doméstico.
Milho: déficit logístico e firmeza em Chicago sustentam preços
A safra brasileira de milho 2025/26 deve alcançar 142,9 milhões de toneladas, segundo a Conab ②, volume suficiente para abastecer o mercado interno e manter exportações competitivas. No entanto, o déficit logístico em Santa Catarina — destacado em 27/08 pela Notícias Agrícolas — e a lentidão da ponta compradora no Brasil mantêm os preços firmes, mesmo com a lentidão nas negociações ③. A primeira safra de milho em São Paulo cresceu 41% em relação ao ano anterior, alcançando 2,06 milhões de toneladas ④, mas a concentração da produção em regiões específicas não alivia a pressão nos portos, especialmente em um cenário de demanda global aquecida. Os contratos futuros em Chicago, que já haviam subido mais de 2% em 26/08 ⑤, continuam a operar em máxima de três anos, com o cereal a 540,25 US¢/bu .
PAPs: farinha de carne 43% segue em alta, mas com tensão estrutural
A farinha de carne 43% subiu 37,5% no mês, alcançando R$ 1.650/ton , mas o spread em relação ao farelo de soja (R$ 1.726,2/ton) permanece negativo em R$ 76/ton , indicando que a substituição direta ainda não é economicamente vantajosa. A relação de custo entre os dois insumos altera a comparação de custo na formulação; a substituição depende da matriz nutricional e da digestibilidade. As demais farinhas apresentaram movimentos distintos: a farinha de vísceras recuou 3,39% no mês (R$ 2.850/ton) , enquanto a de pena subiu 13,95% (R$ 2.450/ton) e a de peixe 64% avançou 13,64% (R$ 3.750/ton) ③. A farinha de sangue 80% registrou alta modesta de 3,51% (R$ 2.950/ton) . A dispersão de preços entre os PAPs reforça a necessidade de análise caso a caso, sem generalizações sobre substituição nutricional.
Soja: demanda firme sustenta preços, mas sem pressão adicional nos PAPs
A soja segue em alta no Brasil e em Chicago, acumulando ganhos de 7% em Paranaguá ⑥ e movimentação intensa no mercado doméstico ⑦. A demanda global por óleo e farelo mantém os preços firmes, mas a relação com os PAPs permanece estável: o farelo de soja a R$ 1.726,2/ton continua como referência para comparação de custos, sem indícios de substituição massiva por farinhas animais.
Aves: sem movimento relevante nesta edição.
Suínos: sem movimento relevante nesta edição.
A leitura por elo da cadeia
Quem formula ração enxerga um cenário de custos em alta, com o milho pressionando margens e os PAPs oscilando conforme a dinâmica do abate. A farinha de carne 43% segue como opção de menor custo relativo, mas a substituição depende da matriz nutricional — a comparação de preço bruto não é suficiente para justificar mudanças. Quem processa subprodutos (frigoríficos e graxarias) observa uma oferta restrita de matérias-primas bovinas, sustentando preços elevados, mas sem garantia de demanda física imediata. Quem negocia grãos acompanha a firmeza de Chicago e a lentidão na ponta compradora no Brasil, sinalizando que a pressão de custos pode persistir até que a safra 2026/27 comece a se materializar. O elo logístico, especialmente em Santa Catarina, permanece como ponto de atenção: a capacidade de escoamento pode ditar o timing da correção de preços.
Sinal do Predictor
O Sistema de Projeções AniVertis aponta direcao de alta no curto prazo para Farinha de Carne 43%, Biodiesel B-100 ANP, Milho CEPEA Campinas; leitura indicativa, separada do movimento ja realizado [forecasts].
Metodologia e rastreabilidade
Esta análise combina dados de mercado, métricas calculadas, nowcasting e projeções do AniVertis MarketBI. Os indicadores numéricos e fatos noticiosos usam as evidências identificadas no texto e reunidas abaixo.
Fontes e referências
Os números sobrescritos no texto abrem diretamente a evidência correspondente.
1. Notícias Agrícolas - Milho — 26/08/2026 - 16:54 Maiores cotações em 3 anos para o milho de Chicago, que saltou mais de 2% nesta quarta-feira
2. Canal Rural - Agricultura — Onde estão os 20 maiores produtores de milho do Brasil? Veja o ranking
3. Safras e Mercado — Preços do milho seguem firmes no Brasil e lentidão na ponta compradora prossegue
5. Notícias Agrícolas - Milho — 26/08/2026 - 11:30 Futuros do milho se valorizam em Chicago nesta quarta-feira após disparada do trigo
6. BiodieselBR — Com demanda firme, soja avança e já acumula alta de 7% em Paranaguá
7. Safras e Mercado — Seguindo Chicago, preços da soja sobem e movimentação ganha ritmo no Brasil
Leia também
Precisa desses números aplicados à sua operação? Fale com o time AniVertis — formulação, spreads e coprodutos com dado rastreável.




Comentários