Soja sobe em Chicago; farelo mantém patamar firme no Brasil
Atualizado: 15 de set.
AniVertis Intelligence • Briefing de mercado • 18/08/2026
Resumo executivo
A alta de 2% em Chicago ③ e o esmagamento de soja nos EUA em julho crescendo 11% na comparação anual ② impulsionaram os futuros, enquanto o farelo brasileiro mantém patamar firme em R$ 1.669,72/ton . No Brasil, as farinhas de origem animal recuam, mas os spreads com o farelo seguem distorcidos, especialmente na farinha de vísceras (+R$ 1.280/ton) . A leitura do dia é de mercado externo forte versus custos internos pressionados.
No Brasil, o mercado interno acompanhou o movimento externo, com cotações mais agressivas nos portos, refletindo a força dos fundamentos globais. A notícia reforça a tese de que a soja segue como commodity-chave para o agronegócio brasileiro, mesmo com a colheita da segunda safra de milho avançando no Paraná e Mato Grosso do Sul, mas ainda limitada por chuvas ⑥.
Soja: Chicago puxa, mas custos internos pesam
Os futuros da soja subiram 23,50 centavos para US$ 12,16 por bushel ⑧, enquanto o milho também avançou. No entanto, nos EUA, o USDA apontou leve piora nas condições de milho e soja, com índices caindo para 60% e 61%, respectivamente ⑦. A notícia contrasta com a alta externa, mas não inverte a tendência de curto prazo. No Brasil, a safra 2026/27 de soja em Goiás deve ter o maior custo da história, exigindo mais eficiência dos produtores ⑤.
Milho: colheita avança, mas clima ainda limita
A segunda safra de milho segue em ritmo acelerado, mas a chuva ainda prejudica os trabalhos no Paraná e Mato Grosso do Sul ⑥. A colheita deve se aproximar do fim, mas o clima segue como fator de risco. Enquanto isso, o milho CEPEA Campinas opera a R$ 65,63/saca (+2,34% no mês) , e o CBOT sobe 4,43% no mês para 483,75 US¢/bu . A alta externa e a demanda interna mantêm o cereal em patamar firme.
Aves: exportações batem recorde, mas custos de formulação seguem sob pressão
A carne de frango avança com consumo interno e vendas externas, com exportações batendo ritmo recorde em agosto ⑨. No entanto, os custos de formulação permanecem elevados, especialmente com o farelo de soja em R$ 1.669,72/ton . A farinha de vísceras, alternativa proteica, opera a R$ 2.950/ton (-9,23% no mês) , mas o spread com o farelo segue em R$ 1.280/ton , o que altera a comparação de custo na formulação; a decisão de substituição depende da matriz nutricional e da digestibilidade.
Biodiesel: preço do B-100 sobe, mas diesel S-10 cai forte
O biodiesel B-100 opera a R$ 6.001,77/m³ (+3,85% no mês) , enquanto o diesel S-10 cai 27,65% no mês para R$ 4.483,99/m³ . A queda do diesel reduz o custo logístico, mas o preço do biodiesel segue pressionado pela demanda por mistura, ainda sem definição do B15. A notícia do adiamento do B15, que reduziria o esmagamento de soja em 1,2 milhão de toneladas ①, não tem impacto imediato nos preços, mas mantém a incerteza sobre a demanda futura de sebo.
PAPs: farinhas recuam, mas spreads com farelo seguem distorcidos
As farinhas de origem animal recuam no mês, com a farinha de carne 43% a R$ 1.200/ton (-31,43%) , a farinha de pena a R$ 2.150/ton (-12,24%) , e a farinha de sangue 80% a R$ 2.850/ton (-3,39%) . No entanto, os spreads com o farelo de soja seguem elevados: farinha de vísceras (+R$ 1.280/ton) , farinha de pena (+R$ 480/ton) e farinha de sangue (+R$ 1.180/ton) . A farinha de peixe 64% é a exceção, subindo 8,2% no mês para R$ 3.300/ton , refletindo a alta do dólar e a demanda internacional.
A leitura por elo da cadeia
Formuladores de ração veem o farelo de soja em patamar elevado (R$ 1.669,72/ton) , mas as farinhas animais oferecem alívio pontual em preço bruto, ainda que com spreads distorcidos — a decisão de substituição depende da matriz nutricional e digestibilidade, não apenas do custo em preço bruto. Produtores de aves enfrentam custos de formulação pressionados, mas as exportações batem recorde ⑨, o que pode atenuar a pressão nos preços internos. Indústria de biodiesel monitora o preço do B-100 (R$ 6.001,77/m³) e a indefinição do B15, que mantém a demanda por sebo incerta. Exportadores de soja aproveitam a alta externa ③④, mas a safra 2026/27 em Goiás deve ter o maior custo da história ⑤, exigindo eficiência. Processadores de subprodutos observam a queda nas farinhas , mas os spreads elevados com o farelo mantêm a atratividade relativa das proteínas animais em relação ao farelo de soja.
Metodologia e rastreabilidade
Esta análise combina dados de mercado, métricas calculadas, nowcasting e projeções do AniVertis MarketBI. Os indicadores numéricos e fatos noticiosos usam as evidências identificadas no texto e reunidas abaixo.
Fontes e referências
Os números sobrescritos no texto abrem diretamente a evidência correspondente.
2. Notícias Agrícolas - Soja — NOPA: Esmagamento de soja dos EUA em julho cresce 11% na comparação anual
3. Canal Rural - Soja — Soja avança com alta de mais de 2% em Chicago e preços sobem nos portos
4. Safras e Mercado — Soja avança em Chicago com petróleo, demanda aquecida e expectativa com Crop Tour
5. BiodieselBR — Safra de soja deve ter maior custo da história em Goiás e exigirá mais eficiência do produtor
6. Notícias Agrícolas - Milho — 11:16 Colheita do milho avança para reta final, mas chuva ainda limita trabalhos no Paraná e Mato Grosso do Sul
7. Canal Rural - Agricultura — USDA aponta leve piora nas condições de milho e soja nos Estados Unidos
8. Money Times - Últimas — Soja sobe em Chicago na esteira do mercado de petróleo e do processamento nos EUA
9. Agrolink - Aves — Carne de frango avança com consumo interno e vendas externas
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