Resíduo ou matéria-prima? O destino do que sobra do abate
Resposta rápida
Sangue, ossos, vísceras, penas e aparas de gordura parecem resíduo, aquilo que sobra do abate e vai para o lixo. Não é bem assim. A legislação classifica esse material, e a classificação define se ele vira outro produto ou precisa ser eliminado. A seguir, de onde ele vem, como é classificado, o que é reaproveitado, o que é descartado e por que o destino importa para o ambiente.
O que sobra de um animal depois do abate
Quando se pensa em carne, pensa-se no bife, no filé de frango ou na costela. Mas um animal é bem mais do que isso. A parte que vai para o consumo é a carcaça: o animal abatido, sangrado, sem couro, sem vísceras, sem cabeça e sem patas. E o resto?
O resto é o que muita gente chama de "resíduo". Pela descrição da Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA, 2026), são principalmente sangue, cabeça, vísceras, penas, cascos, ossos, escamas, aparas de carne e de gordura, além de sobras do processamento da carne. Parte não é consumida por hábito cultural. Parte é considerada imprópria para consumo humano pela inspeção oficial.
Esse material tem duas origens: os estabelecimentos de abate e de processamento de carne e o varejo, como açougues, supermercados, peixarias e mercados municipais (ABRA, 2026).
Todo abate gera essa sobra, e em grande volume
Pelos dados da ABRA (2026), o Brasil processou 14,5 milhões de toneladas desse material em 2025. No boi, ele equivale a cerca de 38% do peso vivo: 7,9 milhões de toneladas para 20,9 milhões de toneladas de peso vivo de ruminantes produzidos no ano.
O número bate com a literatura internacional. Em artigo de 2025 na revista Animal Frontiers, Lee e coautores estimam que 40% do peso vivo do bovino não é destinado ao consumo humano. Em suínos, 30%; em aves, 32% (LEE et al., 2025).
Quase quatro de cada dez quilos do boi, portanto. E você sabe qual destino esse material recebe?
Resíduo, subproduto ou coproduto? O nome muda o destino
No uso comum, esse material é chamado de resíduo. Tecnicamente, o nome varia conforme a norma, o setor e o método de análise. A própria regra brasileira das graxarias, a Instrução Normativa MAPA nº 34/2008, fala em "processamento de resíduos de animais" (BRASIL, 2008). O destino ajuda a determinar como esse material será tratado: quando existe uma rota autorizada de aproveitamento, ele pode funcionar como matéria-prima de outra indústria.
As diretrizes da FAO para avaliar a pecuária, que seguem a norma internacional de ciclo de vida ISO 14044, usam uma distinção útil para entender essa virada (FAO, 2025; ISO, 2006):
Produto é a saída principal da cadeia. No abate, a carne.
Coproduto é uma saída gerada de propósito, com função econômica definida. O exemplo clássico é a soja: esmagada, ela dá óleo e farelo, e as duas saídas são planejadas.
Subproduto é um fluxo inevitável do processo principal, que pode ser aproveitado em outro sistema.
Por essa distinção, o que sobra do abate é subproduto: ninguém cria um boi para produzir ossos e sangue, mas eles existem em todo abate. Em avaliações ambientais que adotam a chamada regra de corte (cut-off), os impactos anteriores à geração do subproduto podem ser atribuídos ao produto principal, enquanto o processamento posterior é contabilizado no sistema que aproveita o subproduto. É uma escolha de método, adotada, por exemplo, em trabalho da FMVZ/USP (GOMES NETO, 2025).
Estes são os termos que aparecem na legislação e no dia a dia do setor:
| Termo | O que quer dizer | |---|---| | Carcaça | A parte do animal destinada ao consumo: a carne | | Resíduo | Nome usado no dia a dia, e em algumas normas, para o que sobra do abate. Em sentido estrito, é o que não tem aproveitamento e precisa de descarte | | Subproduto do abate | O que sai do animal de forma inevitável e não vai para consumo humano: sangue, ossos, vísceras não comestíveis, penas, aparas, gordura. Pode ser reaproveitado | | Materiais Especificados de Risco (MER) | Tecidos com risco de transmitir a encefalopatia espongiforme bovina, a "vaca louca". Não podem ser reaproveitados | | Graxaria | Indústria que recicla o subproduto. Ao longo do tempo recebeu vários nomes técnicos: Fábrica de Farinha e Óleo (FFO), Fábrica de Farinhas e Gorduras (FFG), Fábrica de Produtos Não Comestíveis (FPNC, classificação do MAPA) e, hoje, Fabricante de Ingredientes de Origem Animal (FIOA) | | Ingredientes de origem animal | O que sai da graxaria: farinhas e gorduras. As farinhas também são chamadas de proteínas animais processadas (PAP) |
A diferença entre coproduto e subproduto tem um texto só dela: Coproduto vs Subproduto: diferença que custa milhões no agro.
Na inspeção dos frigoríficos, o Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal, o RIISPOA, dá nome a quatro destinos possíveis (BRASIL, 2017):
| Termo técnico | O que significa (RIISPOA, art. 10) | Para onde vai | |---|---|---| | Aproveitamento condicional (inciso XXII) | Tratamento determinado pelo serviço oficial para garantir a inocuidade | Continua comestível | | Destinação industrial (inciso XXIX) | Material fora da especificação, com rastreabilidade, submetido a tratamento | Vira outro produto comestível | | Condenação (inciso XXVI) | Material fora da legislação, destinado à elaboração de produtos não comestíveis | Vai para a graxaria | | Inutilização (inciso XXX) | "Destinação para a destruição" | Eliminação |
Um detalhe surpreende quem não é do setor: condenar não é jogar fora, porque o material condenado para consumo humano ainda vira farinha e gordura. A palavra "destruição", tão usada no dia a dia, só aparece na lei dentro da definição de inutilização, o último degrau.
De resíduo a matéria-prima: o que é reciclado, e como
Na graxaria, o material passa por cozimento, um tratamento térmico que reduz ou inativa microrganismos e separa três partes: água, gordura e sólidos. A gordura é separada; os sólidos são secos e moídos e viram farinha.
Em 2025, o setor produziu 3,96 milhões de toneladas de farinhas, o maior volume da série histórica, e 2,2 milhões de toneladas de gorduras de origem animal. Desse total, 44% vão para a produção animal (ração de aves, suínos e peixes), 16% para pet food, 14% para biodiesel, 10% para saboaria e 15% para outros usos, como oleoquímica, cosméticos e lubrificantes (ABRA, 2026).
Proteína, nitrogênio e fósforo: o que volta para a cadeia
O valor da reciclagem está nos nutrientes que ela preserva.
Proteína. A farinha de origem animal é rica em proteína de alto valor biológico, com aminoácidos essenciais que o animal não fabrica e precisa receber pela dieta. Como valores de referência, o trabalho da FMVZ/USP adota cerca de 52 g de lisina, 18 g de metionina e 33 g de treonina por quilo de PAP, com digestibilidade em pepsina de 81% a 87% (GOMES NETO, 2025). Os números variam conforme a matéria-prima e o processo, mas explicam por que a farinha entra nas fórmulas de ração.
Nitrogênio. A proteína é a principal forma de nitrogênio na dieta e, reciclada na ração, volta a virar carne, leite e ovos. O valor de referência adotado no trabalho da FMVZ/USP é de 95 kg de nitrogênio recuperados por tonelada de PAP (GOMES NETO, 2025).
Fósforo. Talvez o ponto menos conhecido, e o mais estratégico. Essencial para plantas e animais e sem substituto, o fósforo usado como adubo vem principalmente de rocha fosfática, um recurso mineral finito. As farinhas de carne e ossos são ricas em fósforo, com 85% a 90% de biodisponibilidade para o animal, segundo os valores de referência do trabalho da FMVZ/USP (GOMES NETO, 2025).
Quanto fósforo isso representa? O padrão de qualidade da farinha de carne e ossos bovina exige no mínimo 38 g de fósforo por quilo (SINDIRAÇÕES, 2023). Usando esse mínimo como referência para as 2,4 milhões de toneladas de farinha de carne e ossos produzidas em 2025 (ABRA, 2026), chega-se a pelo menos 91 mil toneladas de fósforo contidas nesse fluxo, que voltam à cadeia de alimentos. Isso cria potencial para reduzir a demanda por fósforo de mina; quanto dessa substituição acontece de fato depende da formulação das rações e do destino de cada farinha.
A ABRA (2026) estima que o uso das farinhas nas rações evitou o consumo de cerca de 1 milhão de toneladas de adubos e o plantio de 2,1 milhões de hectares de milho e soja. Até quem incinera procura recuperá-lo: a cinza da incineração é rica em cálcio e fósforo e pode virar matéria-prima de fertilizante (CHARITIDIS et al., 2024).
FAO, LEAP e a cascata da biomassa
A FAO é a agência das Nações Unidas para a alimentação e a agricultura. Dentro dela funciona a parceria LEAP (Livestock Environmental Assessment and Performance), que reúne governos, empresas, pesquisadores e organizações civis para criar métodos comuns de medir o desempenho ambiental da pecuária. Em 2025, a LEAP lançou diretrizes sobre o papel da pecuária na bioeconomia circular: a economia que mantém a biomassa e os nutrientes circulando em vez de virar lixo (FAO, 2025).
Um dos princípios desse trabalho é o uso em cascata da biomassa: cada material é usado primeiro onde gera mais valor e só desce para o degrau seguinte quando esse uso se esgota. Para os subprodutos do abate, os artigos acadêmicos que acompanham as diretrizes propõem esta ordem (MCALLISTER et al., 2025; LEE et al., 2025):
| Degrau | O que significa, na prática | |---|---| | 1. Prevenção na origem | Gerar menos sobra: menos carcaças condenadas por doença, lesão ou manejo ruim antes do abate | | 2. Alimento humano | Aproveitar como comida o que pode ser comido, como os miúdos comestíveis | | 3. Químicos de alto valor e fármacos | Extrair substâncias de uso farmacêutico e bioquímico | | 4. Ração e pet food | Transformar em farinhas e gorduras para alimentar animais | | 5. Usos industriais | Fertilizante, sabão, biodiesel | | 6. Energia | Gerar biogás ou queimar com aproveitamento de energia | | 7. Descarte | Incinerar sem aproveitamento ou enviar para aterro sanitário |
Os autores apontam a ração como o uso preferido do produto da graxaria, porque assim os nutrientes permanecem dentro da cadeia de alimentos (LEE et al., 2025). A cascata da FAO é uma lógica de circularidade; a escada do RIISPOA é uma lógica sanitária. São hierarquias diferentes, mas compatíveis: as duas deixam a eliminação como último recurso.
O que precisa ser descartado
Nem todo material pode subir na cascata. O caso mais conhecido são os Materiais Especificados de Risco (MER) para a encefalopatia espongiforme bovina. O RIISPOA (art. 124) obriga a remoção, a segregação e a inutilização desses materiais em todos os ruminantes abatidos e proíbe seu uso na alimentação humana ou animal, sob qualquer forma (BRASIL, 2017). Também vão para a inutilização, por exemplo, animais mortos com suspeita confirmada de doença infectocontagiosa e produtos que a inspeção não permite aproveitar.
A Portaria SDA nº 651/2022, do Ministério da Agricultura (MAPA), define os MER para bovinos (BRASIL, 2022):
Íleo distal (70 cm), em animais de qualquer idade
Encéfalo, olhos e medula espinhal, em animais com mais de 30 meses
A inutilização é feita por incineração, aterramento sanitário ou outro tratamento aprovado pelo Departamento de Saúde Animal, com registros auditáveis. Esses procedimentos fazem parte do Programa Nacional de Prevenção e Vigilância da EEB, instituído pela Instrução Normativa MAPA nº 44/2013 (BRASIL, 2013). O Brasil é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como país de risco insignificante para EEB desde 2012, a categoria mais favorável da sua classificação (WOAH, 2023; WOAH, 2025).
Por que o reaproveitamento pode ser melhor que o descarte
| Destino | O que acontece com os nutrientes | Efeito ambiental | Efeito econômico | |---|---|---|---| | Aterro sanitário | Perdidos | A decomposição sem oxigênio gera metano | Custo de destinação, sem receita | | Incineração sem recuperação | Perdidos, exceto o cálcio e o fósforo da cinza | Consome gás e eletricidade | Custo de operação, sem receita | | Graxaria | Voltam para a ração, o pet food e a indústria | Também consome energia, mas pode reduzir as emissões líquidas e poupar fertilizante mineral | Gera farinhas e gorduras com mercado |
Ao acompanhar por três anos uma unidade de incineração de subprodutos animais na Grécia, Charitidis et al. (2024) calcularam um custo total de 159 euros por tonelada incinerada: 42% em depreciação dos equipamentos, 26% em manutenção, 18% em mão de obra e 9% em transporte. O consumo foi de 3 a 7 kg de gás e de 15 a 20 kWh de eletricidade por tonelada.
Do lado do aterro, a ABRA (2026) estima que, se todo o subproduto do abate fosse enterrado, só de 2021 a 2025 seriam geradas cerca de 9,62 milhões de toneladas de CO₂ equivalente, principalmente em metano. O valor de referência do trabalho da FMVZ/USP é de 255 kg de CO₂ equivalente evitados por tonelada de PAP (GOMES NETO, 2025). O benefício líquido de cada caso depende do destino que a graxaria substitui e dos insumos que seus produtos deslocam. O processamento e o trânsito desses materiais seguem regras sanitárias e são fiscalizados pelo MAPA (BRASIL, 2008).
Resíduo ou matéria-prima?
Na maior parte dos casos, matéria-prima. Quando há rota autorizada, o que sobra do abate mantém proteína, nitrogênio e fósforo circulando na cadeia de alimentos, e o descarte fica para o que a legislação sanitária manda eliminar.
Perguntas frequentes
O que sobra do abate é resíduo ou subproduto? Depende da norma e do destino. No uso comum, chama-se resíduo; pela distinção usada nas diretrizes da FAO, é subproduto, um fluxo inevitável do abate que pode ser aproveitado em outro sistema. Quando há rota autorizada de aproveitamento, funciona como matéria-prima.
Farinha e sebo são coprodutos do abate? Pela distinção das diretrizes da FAO, não. Coproduto é uma saída gerada de propósito, como o óleo e o farelo da soja. Farinha e sebo são produtos da graxaria, uma indústria que usa o subproduto do abate como matéria-prima.
A farinha de origem animal é segura? Sim, quando produzida e usada conforme as regras sanitárias. A segurança é construída em camadas:
Matéria-prima permitida: a farinha de carne e ossos não pode conter materiais especificados de risco, sangue, pelos, cascos, conteúdo estomacal nem resíduos de animais abatidos em estabelecimentos não autorizados (SINDIRAÇÕES, 2023).
Retirada dos MER no frigorífico, antes de o material chegar à graxaria (BRASIL, 2022).
Tratamento térmico, que reduz ou inativa os microrganismos. No Brasil, a IN MAPA nº 34/2008 exige esterilização a no mínimo 133 °C, por pelo menos 20 minutos, sem interrupção, sob pressão absoluta de no mínimo 3 bar, com material triturado em partículas de até 5 cm e registro automático de temperatura, pressão e tempo. Estabelecimentos que processam exclusivamente material de não ruminantes podem ser dispensados, desde que comprovem que não houve contaminação por material de ruminantes (BRASIL, 2008). A literatura científica confirma a eficácia do processamento na inativação de patógenos (VIDYARTHI et al., 2021).
Controle da recontaminação depois do cozimento: a IN MAPA nº 34/2008 exige análises periódicas que garantam a ausência de Salmonella em 25 g do produto acabado e a análise de Enterobacteriaceae para validar correções quando há falha depois do tratamento térmico (BRASIL, 2008).
Monitoramento oficial: em 2023, o programa do MAPA registrou 1 não conformidade em 205 amostras de 69 estabelecimentos de alimentação animal, ou 0,49% (BRASIL, 2024).
Restrição de uso por espécie: desde 2004, é proibido no Brasil usar proteínas e gorduras de origem animal na alimentação de ruminantes. Ficam de fora da proibição apenas leite e derivados, farinha de ossos calcinados, gelatina e colágeno de couro e pele, e ovo em pó. Os rótulos de rações com esses ingredientes precisam trazer "USO PROIBIDO NA ALIMENTAÇÃO DE RUMINANTES" (BRASIL, 2004).
Por que o fósforo importa? Porque é essencial, não tem substituto e vem de rocha finita. Usando como referência o teor mínimo de fósforo da farinha de carne e ossos bovina, as 2,4 milhões de toneladas produzidas em 2025 representam pelo menos 91 mil toneladas de fósforo nesse fluxo. Esse fósforo retorna à cadeia de alimentos e tem potencial para reduzir a demanda por fontes minerais (SINDIRAÇÕES, 2023; ABRA, 2026).
O que é "destruição" de subproduto? É o nome popular da inutilização: a eliminação do material por incineração, aterramento sanitário ou outro tratamento aprovado. A lei a reserva para o que não pode ter outro uso, como os materiais especificados de risco.
Leia também
Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE RECICLAGEM ANIMAL. Anuário ABRA 2025: setor de reciclagem animal. Brasília, DF: ABRA, 2026. Disponível em: https://abra.ind.br/anuario2025/. Acesso em: 30 set. 2026.
BRASIL. Decreto nº 9.013, de 29 de março de 2017. Regulamenta a Lei nº 1.283, de 18 de dezembro de 1950, e a Lei nº 7.889, de 23 de novembro de 1989, que dispõem sobre a inspeção industrial e sanitária de produtos de origem animal. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 30 mar. 2017. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/decreto/d9013.htm. Acesso em: 30 set. 2026.
BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Instrução Normativa nº 8, de 25 de março de 2004. Proíbe em todo o território nacional a produção, a comercialização e a utilização de produtos destinados à alimentação de ruminantes que contenham em sua composição proteínas e gorduras de origem animal. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 26 mar. 2004. Disponível em: http://sistemasweb.agricultura.gov.br/sislegis/action/detalhaAto.do?method=visualizarAtoPortalMapa&chave=178957228. Acesso em: 30 set. 2026.
BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Instrução Normativa nº 34, de 28 de maio de 2008. Aprova o Regulamento Técnico da Inspeção Higiênico-Sanitária e Tecnológica do Processamento de Resíduos de Animais e o Modelo de Documento de Transporte de Resíduos Animais. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 2008. Disponível em: https://www.defesa.agricultura.sp.gov.br/legislacoes/instrucao-normativa-mapa-34-de-28-05-2008,1046.html. Acesso em: 30 set. 2026.
BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Instrução Normativa nº 44, de 17 de setembro de 2013. Institui o Programa Nacional de Prevenção e Vigilância da Encefalopatia Espongiforme Bovina (PNEEB). Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 18 set. 2013. Disponível em: https://wikisda.agricultura.gov.br/dipoa_baselegal/in_44-2013_institui_o_pneeb.pdf. Acesso em: 30 set. 2026.
BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Secretaria de Defesa Agropecuária. Portaria SDA nº 651, de 8 de setembro de 2022. Aprova os procedimentos de vigilância e mitigação do risco da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) nos estabelecimentos de abate. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 12 set. 2022. Disponível em: https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/inspecao/produtos-animal/legislacao/Port6512022mitigaoriscoEEB.pdf. Acesso em: 30 set. 2026.
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Título do cartão: Resíduo ou matéria-prima? Número: 38% do peso vivo do boi não vai para o consumo humano, e boa parte desse material pode virar ração, pet food, biodiesel e sabão. Fonte: ABRA (Anuário 2025); Lee et al., Animal Frontiers (2025) Legenda: Sangue, ossos, vísceras e penas parecem lixo, mas devolvem proteína, nitrogênio e fósforo para a cadeia de alimentos. Texto completo: https://www.anivertis.com/post/residuo-ou-materia-prima-destino-do-que-sobra-do-abate




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